Same Flann Choice lança novo álbum

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van de heuvel tuindecoratie link Formada em 1995 ainda no Casqueiro, bairro de Cubatão a Same Flann Choice passou por diversas mudanças, inclusive de nomes e componentes. Até que, em 2007, com uma nova formação resolveu rebatizar a banda e partir em busca de um novo rumo.

hele vejen nik og jay Em seguida, começou a preparar seu primeiro CD full, o “Pelo Hardcore”, com 12 músicas e já mostrando uma vontade de homenagear o estilo que fez tanto sucesso nos anos 90 com NOFX, Satanic Surfers, Pennywise, Bad Religion e mais uma lista enorme de inspirações. Essa vontade ainda vinha com uma necessidade de discutir o mundo ao redor da banda, o que se tornou a assinatura do grupo: discutir política, cotidiano e as “coisas da vida”, sempre com humor, leveza e seriedade. O disco foi lançado em 2013, pelo selo Seein´Red.

boka havets katedral view Com Vini (baixo), Victor (guitarra e voz), Fábio Puppo (bateria) e Marcozi (guitarra), todos na faixa entre 29 e 35 anos, a banda chega ao segundo álbum.  “Saber o Caminho é Diferente de Percorrer” teve lançamento online (ouça-o completo aqui) no último dia 25 de setembro. Em breve será anunciado o show oficial para promover o trabalho.

A capa.

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http://ironneedle.live/2018/08 waarom glasvezel ipv kabel O disco possui 11 faixas, mas nem por um segundo se deixa levar por qualquer coisa que não sejam riffs velozes, melodias cativantes e uma vontade maior ainda de passar um recado.

la la land die watch “Saber o Caminho é Diferente de Percorrer” bate de frente com os valores, o caminho, o preconceito e a pressão daquilo tudo que rodeia cada um em “Privilégio de Ser Você Mesmo”, “Pra Que se Encaixar”, “Mais Chocolate e Menos Fluoxetina”, “Talvez em Marte” e “Bingo”; do mesmo jeito que não deixa de olhar nos olhos de um sistema falido em “Maquiam Bonito”, “Descarado”, Ilegal” e “José Cordano” (essa terceira que nasce de um discurso do ex-presidente do Uruguai). Mas o disco também tem espaço para o amor, tanto em “Incondicional”, quanto em “M.A.T” (em homenagem à tour que percorreu mais de 20 cidades em parceria com Manual e Pense).

parents élancez vous caf Para batizar um passeio por ritmos como ska e reggae em “Pra que se Encaixar”, foi escalado o trompete de Cássio Fonseca (banda Marhaiz). Já toda agressividade de “Descarado” vem junto da voz do vocalista do Mukeka di Rato, Sandro. “Ilegal” ainda conta com backing vocals do guitarrista do Dance of Days, Tyello Silva, assim como era de se esperar a presença de Lucas Guerra (Pense) e Nando Mello (Manual) em “M.A.T” (sem contar ainda backing vocal do segundo em mais seis faixas).

la rondavelle tamarin mauritius O novo trabalho – cuja capa é assinada por Erico Bomfim – ainda marca a primeira experiência do quarteto fora de sua “casa” na Baixada Santista. Gravado no estúdio Rock Together, “Saber o Caminho é Diferente de Percorrer” ainda foi mixado e masterizado em Londres por outro parceiro de estrada, o vocalista do Abraskadabra, Thiago “Trosso”.

couch hohe sitzhöhe Conversamos com o baixista Vinicius Carlos Vieira, o Vini, para saber mais da história do disco, o processo de produção, entre outros temas.

O disco estava programado para 2015 e só agora é lançado. Como foi o caminho até a gravação deste CD? Quais as maiores dificuldades?
Nos aproximamos da Together Records durante a Melodic Attack Tour, e ai aceitamos o convite de lançar nosso segundo CD por lá em parceria com o selo Seein´Red Records (que já tinha lançado nosso primeiro CD). Por causa disso então decidimos gravar no próprio estúdio da Together Records, no Rock Together Studios em São Paulo. O caminho só se atrasou um pouco já que ficamos com um pouco de dúvida na hora da mixagem, sem conseguirmos encontrar um lugar que fosse aquilo que queríamos. Nessa procura acabamos encontrando um antigo parceiro nosso, o Trosso, vocalista do Abraskadabra, que agora está trabalhando com isso em Londres, então resolvemos mandar todo material para lá, o que atrasou um pouco. Mas tudo isso para no final termos a certeza de que era isso que queríamos, e era isso que lançamos agora.

A banda figurou entre as 100 melhores do rock santista em pesquisa feita pelo jornal A Tribuna. Como encararam essa colocação? E qual a opinião de vocês sobre a seleção?
Acho que ficamos perto do número 60 se eu não me engano. É sempre um honra ser lembrado, ainda mais numa lista desse tipo, onde a gente está acompanhado de bandas que serviram e servem de inspiração para a gente.

Muito provavelmente fomos lembrados porque, ainda que a banda tenha 12 anos, nos últimos cinco anos, com a formação atual, conseguimos manter uma atuação maior na região, assim como com o lançamento do primeiro disco, vimos nossos shows aumentarem bastante. Então conseguimos passar por todas regiões do país (na verdade só não tocamos nos Centro-oeste), e mais de cinquenta cidades. Então acho que nosso trabalho, quantidade de shows (e talvez um pouco da nossa elegância e beleza!) e uma seriedade com nosso público fez com que a gente tenha sido lembrado.

capa-same-falann-choiceCom vários mecanismos de disponibilizar música online, por que optaram pelo CD?
A gente discutiu isso e chegou à conclusão desde o primeiro CD que ambos os mercados coexistiriam. E depois do lançamento dele, tivemos a certeza disso. O público ainda compra CD (e vinil), tanto porque sabem que estarão ajudando o artista, quanto porque gostam da impressão de “terem” a música em mãos.

Fora isso, uma coisa que sempre concordamos entre os membros da banda é que nós como banda só teríamos a impressão de “sermos algo” com um CD Full, que entregasse um trabalho completo para o público. Um modo de eternizar de verdade um trabalho.

Qual a opinião de vocês sobre o cenário rock da região? Continua firme e forte como nos anos 90, período considerado auge do segmento na cidade? Há união entre as bandas? Aliás, é preciso essa união ou não passa de blá blá blá?
Acho que podemos falar só do movimento de punk e hardcore, e nesse caso, ainda que hoje pareça um pouco mais esfriado, é em razão de um bom momento que o cenário local teve alguns anos para trás, o que fez com que um punhado de boas bandas tenham surgido e hoje estejam mais na estrada do que aqui. Mas acho que isso é um ciclo, e tão logo deve voltar.

Perto dos anos 90, acho que nunca mais acontecerá: era um cenário e um momento onde tudo convergia para aquilo. Mas também acho que o legado daquilo nunca vai esfriar. Hoje qualquer lugar do Brasil onde se vá tocar ser uma “banda de Santos” é um cartão de visita que fala por si só quando o assunto é hardcore.

E assim como nos anos 90, foi a união das bandas que possibilita hoje. Tivemos um ótimo momentos nesses últimos anos graças a essa união. Tanto a gente, como Bayside Kings, Surra, Blackjaw e mais um monte de gente, estamos tocando em um monte de lugar por ai, porque sempre estivemos unidos ao redor da ideia de fortalecer nosso cenário antes de qualquer coisa.

Hardcore precisa ter temas sociais? Musicalmente, quais foram as maiores influências para este álbum?
Acho que não existe uma obrigação com temas sociais, mas acho que é necessário uma inquietação para que se encaixe no gênero. Pode até ser menos ou mais agressivo, melódico, sério ou com bom humor, mas tem que ter um olhar crítico sobre o que está ao redor e sempre estar preparado para enfrentar isso por meio de sua música.

Nossas maiores influências continuam sendo aquelas mesmas bandas “velhas” dos anos 90, como Satanic Surfers, NOFX, Pennywise etc, mas nesse novo disco amadurecemos mais a ideia de aceitarmos coisas diferentes e que construiriam uma identidade ainda maior. Na verdade, mais espaço para mais lados de nossas personalidades.

Vocês têm videoclipes produzidos? Pretendem participar de festivais? Já inscreveram clipes anteriores em festivais e como foi o retorno?
A gente tem três clipes produzidos no disco anterior e já temos dois desse novo disco. Sabemos que é importa esse lado, mas temos algumas falhas nessa área e acabamos não sendo uma banda tão “clipesca” como deveríamos ser. Participamos do Curta Santos com o clipe de “Pelo Hardcore”, mas em nenhum momento esse tipo de coisa esteve nem perto dos nossos objetivos. Ao vivo a gente é muito mais bonito e simpático do que nos clipes.

Pretendem fazer alguma turnê pelo país?
Acho que nos moldes da Melodic Attack Tour, com quase trinta cidades em pouco mais de seis meses, ou numa recente turnê nossa de carro para o Nordeste não deve mais acontecer, estamos velhos. Mas ainda pretendemos continuar tocando num ritmo menos “histérico”, mas ainda assim constante. Esse ano já tocamos em Belém e ainda três shows no Rio Grande do Sul (fora os shows na região e em São Paulo). Agora com o lançamento do disco ainda devemos voltar ao Nordeste, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e ainda mais uns lugares que devem pintar, então mesmo “menos na estrada”, não conseguiremos sair dela completamente.

Fique a vontade para deixar algum recado aos leitores do Culturalmente Santista.
Agradecer a oportunidade dessa entrevista onde o pessoal poderá conhecer um pouco mais da gente e também convidar todos a escutar nossos discos, ir nos shows e tudo o mais.


 

Confira dois videoclipes da banda: