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Filme que narra história do hip hop em Santos abre CulturalMente Santista 2015

Foto: Morpheu Lyma.

Foto: Morpheu Lyma.

Na terça-feira, 10 de novembro, a partir das 21h, como abertura do 4º CulturalMente Santista, acontece a estreia do curta-metragem “Hip Hop Santista: Suas Origens e Trajetórias Sobre o Tempo”. A sessão gratuita ocorrerá no Cine Roxy 4 do Shopping Pátio Iporanga e será precedida de uma exposição com fotos do movimento. Antes do filme, membros da equipe de produção conversam com a plateia.

 

Produzido pelo projeto “Muito Prazer! Meu Nome é Hip Hop”, o trabalho recupera a história do segmento na Baixada Santista, tendo como palco a cidade de Santos. Os pioneiros do Hip Hop no litoral dão voz às suas experiências no processo de construção de uma arte fortemente marginalizada, que soube resistir e angariar respeito em diversos ambientes sociais. Os membros da velha escola falam dos passos, das dificuldades e a luta para que a vertente local conquistasse reconhecimento no país. Por outro lado, os novos cultores da arte dos quatro elementos – break dance, grafite, rimas de rap e discotecagem – refletem sobre o momento de sucesso da vertente caiçara e a tensão entre o caráter de crítica e denúncia social do Hip Hop e sua relação com a mídia.

 

Dirigido por Orlando Rodrigues e Dino Menezes e escrito pelo jornalista Edson Pipoca, o filme tem 20 minutos de duração e contém entrevistas com grandes nomes do hip hop da região como Criminal D e Preta Rara.

 

Às 19h, ocorre a abertura da exposição “A história do hip hop em Santos”, com fotos de Morpheu Lyma. Depois, 21h, tem o lançamento do curta, que será precedido de bate-papo e lançamento do novo videoclipe de Criminal D. Às 23h30, no Torto MPBar, ocorre uma Vitrolada especial em prol do filme com entrada simbólica de R$ 10 e discotecagem dos DJs Mamuth, Dino Menezes, Silvio Luiz, Juba e Lufer.

 

Entrevista com Orlando Rodrigues:

 

Como surgiu a ideia para um filme que contasse a história do hip hop em Santos?

Surgiu entre nossas reuniões de planejamento de construirmos um material de pesquisa sobre a Cultura Hip Hop de Santos contando suas origens e suas trajetórias.

Foto: Morpheu Lyma.

Foto: Morpheu Lyma.

E o contato com o diretor Dino Menezes?

Nos conhecemos através de seu trabalho com grupo Tarja Preta formado na época pela Preta Rara e Nega Jack: o clipe que ele dirigiu e produziu com as rappers. Nós organizamos um Cine Debate alusivo à Semana Quintino de Lacerda e convidamos o elenco e a equipe técnica a comentar sobre a produção e a ideia do videoclipe “Falsa Abolição”. A partir deste encontro entregamos o projeto do documentário sobre a Cultura Hip Hop de Santos.

 

Quais foram as dificuldades no processo de produção? Houve algum tipo de apoio?

Não digo dificuldades e sim desafios. Como toda produção independente tiramos os recursos inicias dos nossos recursos pessoais. Tivemos o apoio do Dino Menezes que acredita no projeto de preservação e conservação deste seguimento, do jornalista Edson Pipoca que escreveu o roteiro, dos organizadores do Culturalmente Santista que abriram o espaço para a mostra do nosso documentário.
Em qual situação está o movimento hip hop de Santos? Há espaços suficientes para divulgar essa cultura?
Existem vários talentos artísticos na nossa região e os espaços são criados com diálogos nos conselhos municipais, através do legislativo e executivo. Também em instituições privadas e algumas leis de incentivo a Cultura.
O Hip Hop sofre algum tipo de preconceito? Como fazer para combatê-lo?
Eu e o Dee Jay Mamuth tivemos muitos desafios no começo em disseminar essa cultura pelo não conhecimento geral do Hip Hop e de sua ideologia de cultura de paz. Por isso o nome do Projeto “Muito Prazer! Meu nome é Hip Hop” foi idealizado para quebramos pré conceitos e quebramos muitos paradigmas sobre esta diáspora negra.

 

Haverá uma festa após a sessão do filme para angariar apoio. O que esperar dessa festa?

Esperamos que os convidados troquem varias energias positivas, pois será um momento de felicidade e confraternização de mais um avanço para a memória e conservação da Cultura Hip Hop.
Conte um pouco da história do projeto Muito Prazer! Meu Nome é Hip Hop. O que é? Como funciona?
O Projeto começou a fazer renascer oportunidades para o gênero na Baixada Santista, que estava em total desestímulo. Era o ano de 2010. Mas diferente dos tempos de juventude, a estratégia agora foi fomentar a prática dos quatro elementos, por meio de políticas públicas governamentais. A partir dessa premissa, eu e DJ Mamuth, batemos às portas do Governo Municipal, e apresentaram aos gestores a essência do Hip Hop, derrubando os esteriótipos que permeavam o ideário dos administradores. Foi então que iniciou-se uma proveitosa parceria entre o Projeto e o Governo Municipal, e logo em seguida essa parceria também se estendeu para o Governo do Estado.
Além de promover eventos, com mostras culturais que fizeram reascender a chama do break dance, grafite, discotecagem e rimas de rap, o projeto passou a dar oportunidade aos jovens da periferia por meio de duas vertentes:
1) recrutou jovens amantes da cultura Hip Hop para ensinarem aos alunos da rede pública que o Hip Hop é cultura e que por meio dele podia-se construir cidadãos, ao mesmo tempo em que promovia uma alternativa de incremento de sua renda;

 

2) Deu a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade a oportunidade de ter uma alternativa, já que as crianças encaravam as oficinas como uma prazerosa e divertida atividade de lazer, sem se dar conta do conteúdo de ensino e estímulo cidadão embutido na iniciativa.
E desde então o leque de parcerias e iniciativas do Projeto vem se ampliando cada vez mais, sempre com o objetivo de valorização e estímulo da Cultura Hip Hop aliado à arte educação para crianças e adolescentes.

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

 

Abertura, terça, 10.11:
19h – Lançamento da exposição sobre história do Hip Hop em Santos com recepção do elenco do filme “Hip Hop Santista – Suas origens e trajetórias sobre o tempo.”
Local: Shopping Pátio Iporanga. Primeiro piso. Gratuito.

 

 

21h - Lançamento com sessão dupla de filme “Hip Hop Santista – Suas origens e trajetórias sobre o tempo.” Cada sessão será precedida de breve bate-papo com membros da produção e do elenco do filme.
Sinopse: O curta de 20 minutos recupera a história do movimento na Baixada Santista, tendo como palco a cidade de Santos. Os pioneiros do Hip Hop no litoral dão voz às suas experiências no processo de construção de uma arte fortemente marginalizada, que soube resistir e angariar respeito em diversos ambientes sociais. Os membros da velha escola falam dos passos, das dificuldades e a luta para que nossa vertente local conquistasse reconhecimento no País. Por outro lado, os novos cultores da arte dos quatro elementos refletem sobre o momento de sucesso da vertente caiçara e a tensão entre o caráter de crítica e denúncia social do Hip Hop e sua relação com a Mídia.
Direção Executiva: Dino Menezes e Orlando Rodrigues.
Roteiro: Edson Pipoca.
Produção Executiva: Orlando Rodrigues e José Doval Damásio.
Local: Cine Roxy 4 Pátio Iporanga. Gratuito
23h30 – Vitrolada especial CulturalMente Santista e Muito Prazer, Meu Nome é Hip Hop com DJs Mamuth, Lufer, Dino Menezes, Silvio Luiz e Juba. Local: Torto MPBar. R$ 10.

 

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Quarta, 11.11:
19h às 20h. Bate-papo “A Rua em Cena: O espaço público ocupado pela ação cultural”, com Piratas do Maxixe. Local: Comedoria do Sesc Santos. Gratuito.

 

20h às 22h - Sessão Especial De Improviso. As bailarinas Célia Faustino e Angélica Evangelista se encontram com os DJ’s Bakka e Mascate, do coletivo Piratas do Maxixe, para promoverem um diálogo entre as linguagens da dança e da música, em uma construção coletiva que se dá diante dos olhos do público, o qual também é convidado a se integrar à experiência.
Não recomendado para menores de 14.
Local: Comedoria do Sesc Santos. Gratuito.

 

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Quinta, 12.11:

15h – Encontro de educadores com o presidente do Instituto Arte no Dique José Virgílio Leal de Figueiredo, com o intuito de disseminar as atividades do instituto e envolver a educação da região. Local: Instituto Arte no Dique. Gratuito.
19h30 – Bate-papo sobre produção musical em Santos com os membros do Teremin Coletivo. Local: Teatro Guarany. Gratuito.

 

21h30 – Em parceria com o projeto Quintas Autorais, da Secretaria Municipal de Cultural, lançamento do primeiro álbum do Teremin Coletivo, que apresenta repertório de trilhas sonoras no show A Imagem do Som. Formado pelos músicos multi-instrumentistas Guilherme Barros, Jota Amaral, Matheus Bellini e Thiago Santos, o coletivo contará, nesta apresentação, com participação de um Quinteto de Cordas.Local: Teatro Guarany. Gratuito.

 

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Sexta, 13.11:

15h - Encontro de educadores com a presidente do Instituto Querô Tammy Weiss, com o intuito de disseminar as atividades do instituto e envolver a educação da região. Local: Auditório do Sesc Santos. Gratuito.
19h – Lançamento da exposição sobre a história do Broadway Voices. Local: Shopping Pátio Iporanga. 1º piso. Gratuito.

 

19h30 – Bate-papo sobre a formação jovem através dos corais cênicos com Fernando Pompeu, diretor do Broaday Voices, e Nailse Machado, diretora do Coral Municipal de Santos. Local: Shopping Pátio Iporanga. 2º piso. Gratuito.

 

20h30 – Espetáculo “Broadway Voices In Concert”. Sinopse: Com cerca de uma hora de duração, o programa traz sucessos de musicais da Broadway. O grupo traz também em seu repertório canções de musicais brasileiros que têm encantado plateias pelo país, como “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos”, “Cassia Eller – O Musical”, “Rita Lee Mora ao Lado”, “Deixa Clarear – Clara Nunes”, entre outros. Local: Shopping Pátio Iporanga. 2º piso. Gratuito.

 

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Sábado, 14.11:

 

17h30 às 18h30 – “Histórias santistas”. Nesta apresentação no formato de Contação de Histórias, Camila Genaro resgata contos como “O Fantasma do Paquetá” (que se passa no portão principal do cemitério), “A Pedra da Feiticeira” (de 1850, época em que Santos ainda era uma vila), “O Fantasma que Gostava de Guaraná” (de uma bica que havia no sopé do Monte Serrat), “Os Milagres da Padroeira” (sobre Nossa Senhora do Monte Serrat) e “Munguata, o Amigo dos Animais” (de 1880, sobre Manuel Munguata, defensor dos bichos). Ao término da atividade, a contadora conversará com o público sobre o processo de criação na área de contação de histórias.
Local: Comedoria do Sesc Santos. Gratuito.

19h30. Bate-papo “Empreendedorismo cultural”, com membros dos eventos Santos Comic-Expo, Nerd Cine Fest Santos e empreendedores culturais. Local: Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes. Gratuito.

 

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Domingo, 15.11:

 

10h30 – Projeto Conchinha da Secretaria Municipal de Cultura de Santos. Espetáculo É Doce ou Salgado? Direção de Betinho Neto e Miriam Vieira.
Figurinos de Waldir Correia, maquiagem Kadu Veríssimo, trilha original Bruno De La Rosa, adereços e cenário Marcia Alves, coreografia Paula d’Alburqueque, Produção Geral Miriam Vieira.
No espetáculo, a Rainha Açúcar e a Rainha Sal entram em guerra no reino da comida para que todos os alimentos e temperos decidam se são salgados ou doces, porém a Pimenta luta para que cada um possa ser o que quiser, doce ou salgado. O espetáculo “É Doce ou Salgado?” trata de uma forma lúdica o tema de igualdade de gêneros, fundamental para as sociedades democráticas e igualitárias. A personagem Pimenta, que se denomina hora do sexo masculino e outra do feminino, trava uma luta importante para que todos possam ser o que quiserem, para uma igualdade de oportunidades de participação, reconhecimento e valorização.
Após a peça tem bate-papo.

Local: Concha Acústica de Santos. Gratuito.

 

15h às 16h – Bate-papo “Produção Musical Independente”, com Caio Bosco. Natural da cidade do Guarujá-SP, Caio Bosco conversa com o público sobre as especificades da produção em música independente, a partir do relato do processo de realização de seu mais recente álbum, chamado “Cerebral”. Com mediação do jornalista André Azenha. Local: Sala 2 do Sesc Santos. Gratuito.

 

18h – Encerramento do 4º CulturalMente Santista. Lançamento do CD “Cerebral”, deCaio Bosco. “Cerebral” é o título do segundo álbum do cantor / compositor e guitarrista Caio Bosco. O álbum é calcado no Rock, Soul, Jazz, Funk e música brasileira, traçando um paralelo entre as técnicas de gravação lo-fi dos anos 90 com a sonoridade psicodélica e soul-jazz do final dos anos 60 e começo dos anos 70. Continuando as parcerias que tiveram início com seu álbum homônimo de 2012, o artista pode trabalhar novamente com os legendários Jim Waters (produtor do Now I Got the Worry do Jon Spencer Blues Explosion entre outros), coproduzindo e mixando o álbum em sistema analógico no Waterworks Recordings em Arizona / E.U.A., assim como a masterização de Fred Kevorkian em Nova York / E.U.A. Comedoria do Sesc Santos. Gratuito.

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Endereços:

Cine Roxy 4 – Av. Ana Costa, 465, Gonzaga, primeiro piso.
Concha Acústica de Santos – Canal 3 com orla do Gonzaga
Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes – Av. Bartolomeu de Gusmão (sem número) Boqueirão – Posto 5
Instituto Arte no Dique – Rua Brigadeiro Faria Lima, 1349, Rádio Clube
Teatro Guarany – Praça dos Andradas, 100, Santos
Sesc Santos – Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
Shopping Pátio Iporanga – Av. Ana Costa, 465, Gonzaga
Torto MPBar – Av. Siqueira Campos, 800 – J 8 – Boqueirão