Com Letícia Sabatella, FESTA 57 – Festival Santista de Teatro debate lei de fomento em setembro

Reunindo o melhor do panorama teatral brasileirounnamed (1), o FESTA 57 – Festival Santista de Teatro leva a dez pontos de Santos as sessões gratuitas de 32 atividades artísticas entre os dias 1º e 9 de setembro. O evento com companhias teatrais da Baixada Santista, do Nordeste, Rio Grande do Sul e São Paulo percorre o Emissário Submarino, a Praça do Posto 2, a Fonte do Sapo, o Sesc-Santos, as ruas do Valongo, a Casa da Frontaria Azulejada, a Praça dos Andradas, o Teatro Guarany, a Vila do Teatro, o Monte Serrat e a quadra da Escola de Samba União Imperial.

Com a atriz Letícia Sabatella na abertura do FESTA 57, este ano o evento organizado pelo Movimento Teatral da Baixada Santista tem como tema o ‘Fomento’. A proposta é de que toda sua programação convide o público a refletir sobre a importância de uma lei de iniciativa popular para um Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de Santos, seguindo o modelo da capital paulista.

A iniciativa inspiradora possibilita a criação e manutenção de grupos com trabalhos continuados de pesquisa e produção artística e, ao mesmo tempo, melhorando o acesso da população ao teatro. Além das mostras nacional, estadual e regional, o festival também mantém shows, apresentações musicais, audiovisual, intervenções cênicas e rodas de conversa. Confira a programação em: fb.com/festivalsantistadeteatro emovimentoteatraldabaixadasantista.blogspot.com.

Abertura

O espetáculo de abertura é da Caravana Tonteria com a atriz e cantora Letícia Sabatella ‘De Volta ao Centro’. A caravana é o grupo formado por Paulo Braga (piano), Fernando Alves Pinto (serrote, trompete, violão e voz) e Zéli Silva (contra-baixo). A apresentação de hoje (1/9) será às 20 horas, no teatro do Sesc, onde os ingressos podem ser retirados antecipadamente (Rua Conselheiro Ribas, 136).

Contando com músicos-atores, o show carrega um elemento dramático em suas interpretações, incluindo pequenas cenas entre as canções autorais e de Chico Buarque, Kurt Weill, Duke Ellington e Colle Porter. As melodias vão de jazz ao flamenco, do tango à rumba, reforçando um ambiente de cabaré itinerante que roda pelo país.

Ativista ambiental e pelas causas indígenas, Letícia Sabatella inicia a programação do FESTA 57, que este ano, convide o público a refletir sobre a importância de uma lei de iniciativa popular para um Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de Santos, seguindo o modelo da capital paulista.

Mostra Nacional

A mostra nacional tende a ser um recorte do melhor do panorama teatral realizado pelos grupos no País, em que os grupos convidados levam ao público a propor reflexões sociais. Em ‘Baile do Anastácio’, a Companhia Oigalê debate a questão dos casamentos arranjados por questões de hectares, que permearam boa parte da história brasileira, numa comédia em que a família da pretendente não escuta nem a vontades da filha, sequer se importa com a sustentabilidade das terras. Por sua vez, o Cirquinho do Revirado encena ‘Júlia’, espetáculo que aborda desde as dificuldades de inserção social da população com deficiência, como os dilemas do circo mambembe em nosso País.

Mostra Estadual

A mostra estadual também contempla companhias que fazem da sua arte uma discussão sobre a sociedade atual. Na programação, destaque para ‘Maria que Virou Jonas ou A Força da Imaginação’, peça da Cia Livre que reflete sobre o papel social de transexuais: há aceitação da população para um homem que se redescobre mulher? Já em ‘Hygiene’, do Grupo XIX de Teatro, as ruas serão tomadas por atores-criadores que interpretam colegas de um cortiço que vivem à margem das oportunidades. E em ‘{Entre}’, o Coletivo Negro aborda dramas cotidianos de quem divide um conjunto habitacional.

Mostras Regional e Paralela

Por sua vez, a mostra regional escolhida em curadoria pelos próprios membros do Movimento Teatral da Baixada Santista reúne espetáculos de uma dezena de companhias do litoral paulista: ‘Nas Quebradas do Mundaréu’, da Oficina do Imaginário e Dino Filmes, ‘Nepenthes’, do Projeto Antrópicos, ‘Blitz’, da Trupe Olho da Rua, ‘A Moça da Janela’, da Animalenda, ‘Meu Quintal é Maior que o Mundo’, do Teatro Wídia, ‘Rua da Amargura’, do Coletivo de Artes de São Vicente, ‘Projeto Bispo’, d’O Coletivo, ‘Os Desclassificados’, d’Os Panthanas – Núcleo de Pathifarias Circenses de Santos, ‘Os Sapatos que Deixei pelo Caminho’, do Teatro do Kaos, ‘Essa Partida Não Será Televisionada’, da Cia do Elefante. Na mostra paralela, também há leitura dramática e curta-metragem do TEP/Unisanta e espetáculos da Oficina do Imaginário e Cia Carcarah Voador.

Histórico do Festival

O FESTA 57 – Festival Santista de Teatro é o festival de artes cênicas mais antigo em atividade do Brasil, reconhecido pelo Governo Federal com a Ordem do Mérito da Cultura. Criado em 1958 por Patrícia Galvão, a Pagu, o evento já despontou nomes como os dramaturgos Plínio Marcos e Carlos Soffredini, além de reunir personalidades como Regina Duarte, Paulo Goulart, Nicette Bruno, Herson Capri, Bete Mendes, Leona Cavalli, Cleyde Yáconis, Ney Latorraca, Sérgio Mamberti, Nuno Leal Maia, Alexandre Borges, Jandira Martini e Rubens Ewald Filho.

FESTA 57

O festival é uma realização do Movimento Teatral da Baixada Santista e da Secretaria de Estado da Cultura por meio do ProAC – Programa de Ação Cultural. O evento com apoio da Prefeitura de Santos e do Sesc além de parceria com a Cooperativa Paulista de Teatro, Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, Rede Brasileira de Teatro de Rua, Vila do Teatro, Diário do Litoral, Escola de Samba União Imperial, Movimento Mães de Maio, Fundação Arquivo e Memória de Santos e Curta Santos.