Fernando Pompeu

Foto: Ricardo Gaspar.

kulhydrater i mad tabel go Foto: Ricardo Gaspar.

van de heuvel tuindecoratie link O Culturalmente Santista publica as primeira transcrição de trechos do Talento Não Tem Idade após a parceria. O projeto do Sesc Santos consiste em bate-papos com artistas com mais de 60 anos que narram suas trajetórias profissionais. Em janeiro de 2015, o convidado foi o músico, regente e cantor Fernando Pompeu.

hele vejen nik og jay Pompeu é bacharel em Música (piano), pelo Centro Artístico Musical de Santos (Carmus), onde também licenciou-se em Artes Cênicas. Pós-graduado em Teatro Brasileiro pela Unisantos, participou de diversos grupos artísticos como Cucas, Madrigal Ars Viva, Coral Fazendário, Coral Ultrafértil, Coral da Cosipa, Coral Santa Cecília, entre outros. Atualmente é professor de Canto Coral, Técnica Vocal e Regência.

boka havets katedral view Formou e regeu os corais da Fundação Lusíada de Santos e Coral Municipal de Itanhaém, bem como inúmeros outros grupos vocais na Baixada Santista. Diretor-assistente do Coral Municipal de Santos,  criou e coordena o Coral Cênico Broadway Voices.

http://leftprevent.life ems training amsterdam Abaixo, trechos do bate-papo, em primeira pessoa. Fernando conta como é e foi sua carreira em diversos segmentos.

http://ironneedle.live/2018/08 waarom glasvezel ipv kabel la la land die watch Piano

Talento Não Tem Idade de janeiro de 2015.

parents élancez vous caf Talento Não Tem Idade de janeiro de 2015.

la rondavelle tamarin mauritius Comecei a estudar piano com  quatro anos de idade. Nessa época eu não era nem alfabetizado ainda, não sabia ler. Então a professora Lyria me ensinou leitura musical através de bichinhos, desenhos e cores que eu associava a determinada nota e som. A minha alfabetização musical na verdade foi assim antes de começar a ler mesmo. Comecei a ler música antes de aprender o ABC e esse foi o maior contato que eu tive com a arte na parte da infância. Embora eu sempre gostasse muito de teatro, cinema e outras artes eu não fui estudar isso na época da infância e adolescência. Mas o piano sim, o piano sempre foi uma constante, através da minha tia, que me incentivou porque ela estudava e acabou me colocando junto com a professora dela, a Lyria. Quando minha tia parou de estudar, me colocou pra estudar com ela. Assim, estudei piano com ela até ela casar. Logo depois estudei com a professora Silene e depois fiz o Conservatorio Musical Beethoven. Porém, tudo o que sou musicalmente falando, eu devo à minha tia Ignez e à professora Lyria.

couch hohe sitzhöhe Corais

Comecei a cantar em coros em 1971 no CUCAS – Coral da Universidade Católica de Santos – aonde permaneci até 1985 quando o coral acabou. Também fiz parte do Madrigal Ars Viva de Santos de 1973 a 1996. Ambos como cantor.

Como regente comecei com o Coral Utrafertil na década de 80 e regi também vários grupos vocais até a presente data. Um dos meus melhores trabalhos foi junto à SECULT de São Vicente de 1998 à 2011. Ali criei o coral escola, que era pra pessoas que nunca tinham cantado. Era um grupo que começava todo ano pra pessoas totalmente iniciantes. Essas pessoas cantavam durante um ano, se gostassem da experiência faziam um teste, no segundo ano passavam para o grupo intermediário e no terceiro ano passavam pro grupo avançado que era o grupo oficial da secretária. Então eu tinha todo ano quatro grupos, coral escola,  grupo intermediário, coral avançado e também o grupo da melhor idade, só com o pessoal que já era mais idoso.Foi um trabalho muito bom que eu tenho ótimas recordações.

Atualmente canto no Coral Zanzalá de Cubatão, no Coral Baccharelli (casamentos), sou Assistente de Regência do Coral Municipal de Santos e faço a Direção Musical do Coro Cênico Broadway Voices.

Maquiagem

pompeu1Comecei a fazer maquiagem porque havia estudado desenho e pintura. Em 1988, quando estava na Faculdade, um grupo me chamou pra fazer a preparação vocal de um espetáculo teatral e para fazer a maquiagem também. Era um espetaculo de época aí eu decidi ajudar. E funcionou: o diretor gostou e começou a me chamar pra outros trabalhos. Meu amigo Dagoberto Feliz, diretor teatral, começou a me chamar tambem para alguns trabalhos de maquiagem. Fui fazer a pos-graduação em Teatro Brasileiro, a única turma que teve aqui da Unisantos em 1999. E na época de fazer o TCC, a coordenadora disse que eu poderia me enveredar pela música, teatro e maquiagem. Falou que TCC de música tinham muitos, mas de maquiagem ela ainda não tinha visto nenhum aí eu concordei em pegar este assunto. Quase não deu certo porque não existe no Brasil bibliografia pra você fazer a parte bibliográfica do trabalho, a maquiagem de palco. Então pesquisei na internet e fiz o TCC, o titulo era A caracterização do personagem através da maquiagem teatral. Em 2003 fui indicado como finalista ao Prêmio Avon Collor de Maquiagem, o Oscar da maquiagem no Brasil.

Broadway Voices

pompeu2Desde a minha adolescência sempre fui apaixonado por musicais. A gente fazia excursões para o cinema pra assistir os musicais. Na época nem exista cd ainda, era vinil, então eu tinha coleção das trilhas sonoras dos musicais. E assim foi por muitos anos, dos discos em vinil para cds e depois para dvds e blu-rays.  Finalmente achei através da internet algumas partituras, arranjos de produções musicais, mas, na realidade, nunca tinha consegui montar este tipo de repertorio com os grupos que trabalhava na época. Não havia interesse. Em São Vicente não tinha condições. Era uma rotatividade muito grande de pessoas então era difícil montar um espetáculo assim. No Grupo Vocal Bel-Canto eu cheguei a oferecer, mas o grupo tem uma característica mais pra música popular brasileira, então acabamos optando por um espetaculo sobre Noel Rosa. Fiquei com esse material na mão e sem nenhum grupo pra fazer.  Foi aí que uma amiga minha falou:  eu acho que, uma das coisas boas das redes sociais é que servem pra isso, de repente você consegue, com 20 pessoas você faz. Então coloquei no Facebook a procura por pessoas para um projeto musical. Levei um susto, no final de semana tinha mais de 90 inscrições. E eu falei: o rumo tomou uma proporção que agora não sei como fazer, não vamos mais poder fazer os testes aqui em casa. E conversando com um e com outro a gente conseguiu, através da Naia Gago que é muito minha amiga, do Marcio de Sousa,  o Teatro Coliseu cedeu o lugar pra fazermos os testes e isso foi em Julho de 2012. Formamos os grupo, fechou com 60 pessoas e era um desespero, porque assim, os primeiros ensaios, passa uma voz, passa outra aí quando junta ninguém mais lembra como era, e isso foi em agosto. Conseguimos montar as músicas nesses seis meses, em Janeiro de 2013 a gente já tava com o medley de Os Miseráveis vindo, foi quando a gente entrou em contato com o André Azenha e fechamos essa surpresa, porque essa coisa do Flash Mob estava em alta, e isso foi muito legal porque foi o primeiro Flash Mob em Santos, foi filmado, foi pro Youtube e aí estourou a boca do balão. E daí pra frente tocamos um projeto, foi um projeto de formação mesmo, e foi legal porque é um projeto voltado pra jovens e adultos da Baixada, e ali percebi que as pessoas e adoram o Teatro Musical, mas não tem como ir pra São Paulo e chegar lá a competição é maior, então pensamos: porque não fazer aqui? Começamos em 2012 e terminamos o projeto de formação com o espetáculo do Guarany. Agora ele não continua mais como um projeto de formação, continua como um coral cênico especializado nos musicais.

Espetáculo musical favorito de teatro:  Os Miseráveis

Uma atriz de teatro: Beatriz Segal.

Filme: A Noviça Rebelde

Colaboração: Rebeca de Souza.