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José Virgílio e o Arte no Dique

José Virgílio no lançamento da filial em Salvador.

José Virgílio no lançamento da filial em Salvador. Foto: Nice Gonçalvez.

Na próxima sexta-freira, 15 de agosto, quem for à Câmara Municipal de Santos ouvirá o seguinte currículo a seguir. Mas o baiano José Virgílio Leal de Figueiredo, que recebe o título de Cidadão Santista a partir das 19h, já traz a “dupla cidadania” há tempos. Desde que conheceu José Bonifácio de Andrada e Silva nas aulas de história e depois viu seu time de coração, o Bahia, bater o Santos de Pelé na final da Taça Brasil de 1959. Sua admiração pelo município paulista já existia. Mal sabia ele que, décadas depois, implantaria em Santos aquela que é uma das principais organizações sociais do litoral paulista: o Instituto Arte no Dique. Atualmente, a entidade tem filiais na França, em La Ciotat, e em Salvador, terra natal do produtor cultural.

No alto de seus 60 anos, Virgílio tem história. Em 1978, ingressou como  estagiário no IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, para onde depois prestaria e seria aprovado em concurso público.

Em 1981, formou-se em Administração de Empresas pela Universidade Católica de Salvador. No mesmo ano, idealizou ao lado de representantes da cultura afro-brasileira o Centro de Cultura Popular Forte Santo Antônio além do Carmo, atual Forte da Capoeira.

Transferiu-se, em 1985, para a Fundação Cultural do Estado da Bahia, onde coordenou a implantação de sete centros de cultura nas cidades de Alagoinhas, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Valença, Ilhéus e Porto Seguro.

Cinco anos depois, em 1990, retornou ao Instituto Cultural da Bahia e solicitou sua exoneração, quando foi trabalhar com o cantor Moraes Moreira. Nessa época, produziu vários projetos, como a revitalização da Orquestra Filarmônica da Bahia e o programa televisivo de entrevistas, na TV Itapuã, de Salvador, chamado “Interior”.

Coordenou, em 1991, a parte cultural da vitoriosa campanha para Prefeita de Salvador, da atual Senadora Lídice da Mata.

Um ano depois, em 1992, foi convidado para ser produtor da cantora Margareth Menezes. Nesse período, cuidou da área internacional da artista que, por três anos seguidos, participou do tradicional Festival de Montreaux, na Suíça.

Em 1994, foi trabalhar no grupo Olodum, responsável pela gestão da banda homônima e por lançá-la e propagá-la no Mercosul. Produziu, inclusive, pela banda, o clipe da música “Don’t Care About Us”, do Rei do Pop, Michael Jackson.

Já em 1999 foi convidado para montar uma Micareta em Santo André, dando origem à festa ”ABC Folia”, através da Caco de Telha, empresa de produção dirigida pela estrela Ivete Sangalo. Em parceria com o Olodum, o projeto resultou na criação de uma escola de percussão na cidade, a Régua e Compasso.

Em 28 de novembro de 2002 idealizou com o Dique da Vila Gilda, em Santos, o Instituto Arte no Dique. Uma década depois criou o Instituto Arte no Dique França, na cidade La Ciotat. Este ano, no último dia 1º de agosto, lançou a filial do Arte no Dique em Salvador.

Hoje, a organização tem, entre seus professores, nomes como Renata Pacheco, coordenadora do premiado Balé da Cidade de Santos, e o renomado diretor teatrl Renato di Renzo. A Banda Querô, primeiro produto cultural do instituto, faz shows pelo Brasil e no exterior.

Na entrevista a seguir, Virgílio fala do processo de criação do instituto, as atividades da entidade, meio cultural, entre outros temas.

Em tempo: a homenagem de sexta é fruto de iniciativa do Decreto Legislativo 41/2014, proposto pelo vereador Adilson dos Santos Júnior, que fará o discurso de saudação.

Foto: Nice Gonçalvez

Foto: Nice Gonçalvez

Comente o processo do começo do projeto até a construção do prédio onde fica o Instituto:
Este foi um longo processo. Fui informado pelo o ex-Ministro Gilberto Gil e o ex-secretário-executivo Juca Ferreira, do MINC, das políticas públicas que seriam implementadas pelo governo Ponto de Cultura e Espaço Mais Cultura – isso, em 2003. Solicitei na época à arquiteta Natasha Gabriel, do Instituto Ellos, meus parceiros, uma maquete e um projeto arquitetônico. Apresentamos ao MINC em 2004 e lutamos bastante. Em 2009, o já Ministro Juca Ferreira veio a Santos e liberou o recurso. Em 2010 lançamos o edital. O mais rápido foi a construção que começou em março de 2011 e o espaço foi inaugurado em Junho de 2012. Vale salientar que o ex-Prefeito Papa, o engenheiro Hélio Hamilton,  presidente da Cohab, e a Secult Santos, através do ex-secretário Carlos Pinto, me deram todo o suporte, pois ninguém faz nada sozinho. 

O instituto atende a todas as faixas etárias e pessoas de quaisquer localidades?
Trabalhamos com pessoas de toda faixa etária: criança, adolescentes, adultos, pessoas mais vividas: temos netos e avós frequentando e vem gente de todo lugar. 

Como está o andamento dos cursos?
Ano passado fizemos uma parceria com a Via Rápida, a ETEC e o Instituto Nextel com cursos profissionalizantes para primeiro emprego. O Arte no Dique não enxerga a Cultura através apenas das linguagens artísticas e sim de uma forma global. Cultura é tudo: saúde educação, segurança, saneamento básico. Cultura é tudo. 

E a Banda Querô?
Gravou um CD na formação inicial. Hoje temos um novo formato com uma cantora, Joh Correia. Fizemos uma turnê na França e eles foram aplaudidos de pé em Paris. Faremos, mês que vem, a segunda viagem para a França, e iremos a Espanha e Portugal. Eles ganham cachês nos shows. 

Nos projetos teatrais, como o Refavela, onde houve encenação; além das aulas de cenografia, figurino, iluminação.. como vem acontecendo?
Renato Di Renzo, uma das pessoas mais talentosas que conheci em minha carreira, dirige este setor. 

Como foi a produção do filme “Caranguejo do Mangue: Do Dique do Itororó ao Dique da Vila Gilda?
Em um ano com filmagens na Bahia, SP, Rio, Santos e Cubatão, foi dirigido por dois diretores de São Paulo, André Prati e Guilherme Escobar Nori, e os produtores, Fernanda Fazzi, Bia Ribeiro e Clayton Bonardi. O filme junta ficção com realidade e os protagonistas são pessoas do Dique. O Arte no Dique, através de parceiros – Governo de SP, Governo da Bahia e Prefeitura de Salvador, bancou o filme, e a Sabesp que pagou a finalização, o lançamento e divulgação. 

Quais os principais parceiros do Instituto?
Governo Federal, Governo Estadual, Governo Municipal, empresas privadas: Grupo libra e Sabesp. 

A Libra é parceira desde quando? E a Prefeitura?
O Grupo Libra está com a gente desde 2003, é a nossa mantenedora. A Prefeitura sempre foi nossa parceira o ex-prefeito Papa é uma pessoa que faz parte da minha relação de amizade, pois quando o conheci como secretário de planejamento, me acolheu e acreditou em minhas ideias. O prefeito Paulo Alexandre foi o único deputado em 12 anos do Arte no Dique que destinou uma emenda para o Instituto – isto significa compromisso com a cultura. E Fausto Figueira conheci logo que cheguei a Santos e deu todo o apoio. Assinamos no fim do ano passado um convênio com a Prefeitura. 

Com Wilson Simoninha, que visitou o instituto em 2013. Foto: Nice Gonçalvez.

Com Wilson Simoninha, que visitou o instituto em 2013. Foto: Nice Gonçalvez.

E o governo federal. Você sempre busca apoio através de editais e Leis de incentivo, tem obtido êxito em todos os projetos? Quais as maiores dificuldades?
O Governo Federal, através do MINC e do Ministério das Cidades, sempre acreditou e apostou no Arte no Dique. Fizemos parte da primeira relação dos pontos de Cultura e somos o Primeiro Espaço Mais Cultura da Sociedade Civil. Em 2003, tivemos a aprovação do projeto arquitetônico e em 2009 o então Ministro Juca disponibilizou o recurso de R$ 1.950.000,00 para a construção. Foi fundamental a parceria com a Prefeitura e a Cohab. O Arte no Dique foi construído por muita gente. Eu tive a ideia, nós sempre estamos nos escrevendo nos editais e lei de incentivos; às vezes ganhamos e às vezes perdemos. A questão da manutenção e pagamento de pessoal é que mais me preocupa, pois não podemos deixar o equipamento se deteriorar. 

Quais resultados têm conquistado nesses anos? Dê alguns exemplos:
A principal conquista foi a sede da Escola Popular de Arte e Cultura Plínio Marcos, nosso Patrono, a ida do pessoal do Dique para se apresentar na França – lembro quando estávamos na Torre Eiffel e as luzes se acenderam e olhei a expressão das pessoas e pensei: valeu a pena! 

Como faz para manter tamanha estrutura?
É difícil, mas o Arte no Dique e seus parceiros estão ligados. Temos mais ou menos em torno de 50 funcionários. Todos são vinculados ao MEI, 60 % dos funcionários são moradores do Dique com salário regular etc. O Arte no Dique não tem voluntários. 

Conta com quais recursos para manter a despesa mensal?
O aporte do Grupo Libra paga parte dos funcionários e despesas gerais. Eu recebo através do Grupo Libra desde o início e não é salário de executivo, apesar de ser um executivo da cultura. Isso é uma brincadeira que eu faço com os executivos da Libra, que se tornaram amigos. Com o recurso do convênio da prefeitura iremos pagar os professores e parte dos funcionários que moram no Dique. Através do meu amigo Papa, fechamos acordo com a Sabesp que cuida da manutenção física do equipamento como: água, luz, limpeza, obras de seis em seis meses de manutenção. É tudo muito caro. É um equipamento de primeiro mundo, mas somos determinados e vamos vencer os obstáculos.  

O que pensa sobre a questão das drogas, do tráfico, da violência, isto é, o que pode ser feito para tirar essas crianças e jovens disso tudo tão presente na vida delas desde cedo? Acha que mais OSs, ONGs.. precisam ser criadas ou esse é um papel do poder público ou esse papel deve ser feito por ONGs ou OSs em parceria com o poder público?
Eu não sou adepto deste termo “carente”. Acho que são pessoas que moram em uma área vulnerável e de alto risco. As drogas e o tráfico estão em todos os lugares, a violência também – violência de trânsito, enfim. Aliás, certa vez ouvi um depoimento de uma moradora do Dique: antes a imprensa ia lá falar de violência e depois passaram a perguntar de arte e cultura. Vi um documentário em que lideres mundiais como ex-presidentes Fernando Henrique, Bill Clinton, Jimmy Carter e o ex-presidente da Colômbia, que combateu o narcotráfico, abordam esta questão de uma forma bem lúcida: acho que ali é o  inicio de um caminho. As organizações sociais e a sociedade civil têm que trabalhar juntamente com o poder público a médio e longo prazos a bater este grande mal que destrói a sociedade mundial. 

E a sociedade, de que forma pode colaborar? Existe uma forma dela ajudar, por exemplo, o Arte no Dique, tipo através do imposto de renda, de doação?
A sociedade tem que estar antenada: combater a hipocrisia e a grande mídia não deve lavar as mãos. Bem, o Arte no Dique e a comunidade da Vila Gilda  receberão com alegria o apoio e a colaboração da sociedade Santista, pois o Instituto está conectado com o mundo, mas é de Santos. 

*Entrevista adaptada de material originalmente respondido à coluna da Denise Covas Borges e publicado aqui, de forma atualizada, por sugestão do produtor cultural Jamir Lopes, diretor de cultura do Arte no Dique e parceiro de Denise no Santos Jazz Festival.