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Francisco de Paula

Matéria publicada originalmente no CineZen, em 06/12/2009

Santista de nascimento e coração, e morando atualmente no Rio de Janeiro, o cineasta Francisco de Paula é uma figura bastante singular no meio cinematográfico  brasileiro. Seus trabalhos são independentes, seu primeiro filme não foi reconhecido na época de seu lançamento como uma obra nacional, simplesmente pelo fato de não ter o carimbo do Ministério da Cultura, e o diretor evita solicitar dinheiro das leis de incentivo. “O Brasil é um país com necessidades maiores. Precisa resolver questões como a fome, educação, saúde, moradia. Então não acho justo tirar milhões de reais dessas áreas para fazer um filme”, diz ele, que assume as responsabilidades dessa decisão. “Quando você investe no próprio trabalho, pode sofrer preconceito ao divulgá-lo, pois muitas pessoas acham que uma obra só vale à pena quando tem investimento de terceiros”.

Apesar de caminhar contra a maré no segmento, o cineasta renega o rótulo de “maldito” do cinema nacional. Pelo contrário. Seu último longa, o documentário “Helena Meirelles – A Dama da Viola” (2004), também independente, conseguiu exibição na principal rede de cinemas do país.

Em entrevista exclusiva ao CineZen, em novembro, durante um bate papo realizado no Clube das Mães e Pais, na cidade de Santos, num evento que reuniu jovens de oficinas de cinema do município, Francisco contou sua trajetória, comentou o momento atual da sétima arte nacional e a produção de “Helena Meirelles”, que retrata uma senhora de 80 anos desconhecida do grande público no país, mas que recebeu o prêmio Spot Ligth Artist da revista norte-americana Guitar Player em 1993 e logo depois foi incluída entre as 100 palhetas do século pela publicação.

O envolvimento do diretor com o cinema aconteceu ainda na infância. “Eu não me lembro, pois era muito pequeno. Mas contam que meu avô alugava filmes pra assistir com a família nos finais de semana e eu participava dessas reuniões. Depois, com o decorrer do tempo, eu costumava ser presenteado com uma câmera ou um projetor super 8”, lembra ele, referindo-se aos presentes como os “brinquedos” que mais teve quando pequeno.

Mas a relação profissional com a sétima arte surgiu no momento em que Francisco foi morar no Rio de Janeiro, para estudar Direito, e depois tentar entrar no Instituto Rio branco, com o intuito de virar diplomata. “Nesse período viajei para a França. Eu já sabia montar câmeras, mexer no diafragma. Então passei numa entrevista para um curso, em Paris, mas não fiquei. Isso em 1980. Nessa época, conheci pessoas que trabalhavam com o Cacá Diegues, e fui chamado para trabalhar na produção do filme ‘Quilombo’, do qual fui assistente de direção”, recorda ele, que também estagiou na produção de outros filmes.

Em 1985, Francisco dirigiu “Areias Escaldantes”, que reuniu um elenco com Regina Casé, Diogo Vilela, Luiz Fernando Guimarães, Lobão e os integrantes da banda Titãs e tinha uma trama próxima a outras do período: as aventuras musicais de um grupo de amigos pelas praias brasileiras, mais ou menos à maneira de “Bete Balanço” e “Rock Estrela”, outros filmes dos anos 80 que pegavam carona no sucesso do então emergente rock brasileiro, o BRock.

Apesar do elenco conhecido, o filme não foi registrado pelo governo nacional. “Por incrível que pareça, apesar de todos os envolvidos na obra serem brasileiros, o longa não era considerado uma obra do país”, lembra o cineasta, que viu seu trabalho ser exibido no exterior, enquanto foi praticamente ignorado em sua própria nação, para depois ter uma trajetória digna do velho ditado “a justiça tarda, mas não falha”. “Areias Escaldantes” ganhou o status de filme cult, hoje faz parte da programação do Canal Brasil e em breve deve chegar ao mercado de home vídeo, num lançamento em DVD.

A realização de “Areias Escaldantes” e seu “ressurgimento” após tantos anos ganham ainda mais força se lembrarmos que na primeira metade da década de 80 o cinema nacional sofreu crise financeira, e era mais lembrado por suas pornochanchadas. Só pra ter uma idéia, metade dos filmes produzidos no Brasil em 1985 foi de sexo explícito. “Havia um grande preconceito por parte do público com os longas nacionais. Era aquela imagem de que filme brasileiro só tinha sexo e baixaria (nota do editor: preconceito que perdura em parte da sociedade até hoje). Atualmente o cinema brasileiro vive um momento muito melhor, inclusive com indicações ao Oscar, como ocorreu em ‘Cidade de Deus’. Há ótimas escolas de cinema e o mercado só tem a melhorar pra todos os cineastas”, diz ele.

Um grande exemplo dessa boa fase do cinema no país é o  reconhecimento que o documentário “Helena Meirelles – A Dama da Viola” tem conseguido. A idéia do filme surgiu quando Francisco pretendia realizar uma obra de ficção que retratasse a força da mulher brasileira. Após ler uma matéria sobre a violeira do Pantanal, ele descobriu que sua personagem já existia. “Vi que a Helena tinha uma trajetória impressionante, admirável. É uma senhora muito simples, que construía os próprios instrumentos, mãe de muitos filhos e que era bastante pobre”, lembra.

Francisco fez algumas viagens ao Pantanal, em que filmava as entrevistas com a protagonista, mas não tinha dinheiro para terminar a produção. Nesse ínterim, descobriu que produtores do Rio Grande do Sul haviam-na procurado para realizar um filme. “Precisei vender meu carro para terminar o documentário. Afinal, se outro longa sobre a Helena fosse lançado, não teria porque fazer outro e todo o trabalho realizado até então poderia ser em vão”.

A partir daí, Francisco, que atualmente tem sua própria produtora, a Naive Filmes, fez questão de divulgar pessoalmente o trabalho e achou um meio alternativo de fazer o público conhecer o longa. Ao invés de colocar o filme apenas em festivais e esperar o lançamento do mesmo nas salas de cinema, o cineasta faz contato com escolas e universidades, onde exibe o documentário e participa de palestras, uma ótima dica para documentaristas que desejam expor suas obras fora do esquemão mercadológico e contribuir de forma efetiva para a cultura brasileira.

Outra conquista nessa divulgação cara a cara foi conseguir colocar “Helena Meirelles” na grade do Cinemark, depois de uma conversa com o responsável pela cadeia de cinema no país.

Fica o exemplo do cineasta para os jovens que pretendem seguir carreira cinematográfica e que podem desanimar perante as concessões que o meio exige.